sexta-feira, 17 de dezembro de 2010


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Diretoria de Métodos Educativos
Equipe Nacional de Gestão de Adultos
Curso de Formadores Nível 1 – CF 1

José Mário Trévia Coutinho


PRODUTO APRESENTADO

Objetivo: Ao realizar o estudo da teoria de Maslow, busquei compreender o estudo co comportamento motivacional que impulsiona dentro dos resultados obtidos por fatores externo ou internos uma ação ou reação que nos permite avaliar o que o autor considera como ciclo motivacional.

Tipo de Atividade Realizada: Leitura de textos

O tema central do texto escolhido foi a Teoria de Maslow, que oferece abordagem contextual sobre o comportamento motivacional do indivíduo, através de suas necessidades, e que vêm a sofrer intervenções de estímulos que se apresentam com um posicionamento firme, gerando uma ação ou reação, quer sejam decorrentes de fatores internos ou externos.

Maslow cita o comportamento motivacional, que é explicado pelas necessidades humanas. Entende-se que a motivação é o resultado dos estímulos que agem com força sobre os indivíduos, levando-os a ação. Para que haja ação ou reação é preciso que um estímulo seja implementado, seja decorrente de coisa externa ou proveniente do próprio organismo. Esta teoria nos dá idéia de um ciclo, o Ciclo Motivacional.

Quando o ciclo motivacional não se realiza, sobrevém a frustração do indivíduo que poderá assumir várias atitudes:

  1.  Comportamento ilógico ou sem normalidade;
  2.  Agressividade por não poder dar vazão à insatisfação contida;
  3.  Nervosismo, insônia, distúrbios circulatórios/digestivos;
  4.  Falta de interesse pelas tarefas ou objetivos;
  5.  Passividade, moral baixo, má vontade, pessimismo, resistência às modificações, insegurança, não colaboração, etc.

Quando a necessidade não é satisfeita e não sobrevindo as situações anteriormente mencionadas, não significa que o indivíduo permanecerá eternamente frustrado. De alguma maneira a necessidade será transferida ou compensada. Daí percebe-se que a motivação é um estado cíclico e constante na vida pessoal.

A teoria de Maslow é conhecida como uma das mais importantes teorias de motivação. Para ele, as necessidades dos seres humanos obedecem a uma hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostos. Isto significa que no momento em que o indivíduo realiza uma necessidade, surge outra em seu lugar, exigindo sempre que as pessoas busquem meios para satisfazê-la. Poucas ou nenhuma pessoa procurará reconhecimento pessoal e status se suas necessidades básicas estiverem insatisfeitas.

O comportamento humano, neste contexto, foi objeto de análise pelo próprio Taylor, quando enunciava os princípios da Administração Científica. A diferença entre Taylor e Maslow é que o primeiro somente enxergou as necessidades básicas como elemento motivacional, enquanto o segundo percebeu que o indivíduo não sente, única e exclusivamente necessidade financeira.

Maslow apresentou uma teoria da motivação, segundo a qual as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em níveis, numa hierarquia de importância e de influência, numa pirâmide, em cuja base estão as necessidades mais baixas (necessidades fisiológicas) e no topo, as necessidades mais elevadas (as necessidades de auto realização)

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Necessidade de Auto realização
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Necessidade de Status e Estima
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Necessidades Sociais (afeto)
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Necessidades de Segurança
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Necessidades Fisiológicas



De acordo com Maslow, as necessidades fisiológicas constituem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: alimentação, sono, repouso, abrigo, etc. As necessidades de segurança constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo. As necessidades sociais incluem a necessidade de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor. A necessidade de estima envolvem a auto apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além de desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia. As necessidades de auto realização são as mais elevadas, de cada pessoa realizar o seu próprio potencial e de auto desenvolver-se continuamente

A teoria motivacional de Maslow possibilita a compreensão do ser humano e de suas necessidades e, mais do que isto, sua concepção humanista acredita no potencial de realização de todo ser humano. Para a realização de tal potencial condições prévias são fundamentais: consideração, respeito, transparência, liberdade de auto-expressão, justiça etc.

As necessidades fisiológicas e de segurança são consideradas mais básicas (biológicas e instintivas), sendo as mais primitivas do ser humano. São essenciais para a sobrevivência de qualquer indivíduo.

Analisando a Teoria apresentada com o Movimento Escoteiro, acredito terem bastante proximidade e que seja oferecido um suporte para que o escotista possa ter a ampla compreensão dos comportamentos, reflexos que serão apresentados durante o convívio em grupo, principalmente dos membros juvenis, daquilo que ele traz em sua carga de construção pessoal por fatores externo e interno atinentes a sua vida própria, que já vem sendo efetivada durante todo um processo de convivência, e assim, para uma análise, e um planejamento adaptado as diversas formas e expressões advindas do ciclo motivacional de cada um, de maneira individual e pessoal, como nos diz o item do Método Escoteiro. A partir desse conhecimento e envolvimento com a realidade do membro juvenil será criado um elo, a começar pelo nível da informação até os limites da convivência para uma melhor aplicabilidade do que será fundamental para aprimorar, melhorar, e compreender o ciclo motivacional de cada membro.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Seminario Gestao de Adultos

Seminário Regional de Gestão de Adultos
20 e 21/11
Juiz de Fora - MG
Mais informações no site http://www.uebmg.org.br/

domingo, 3 de outubro de 2010

Curso de Formadores 1, Porto Alegre-RS

•Local: Viamão/Porto Alegre - Rio Grande do Sul
•Inscrição: até 28 de outubro de 2010 (pagamento da taxa + envio da ficha de inscrição)
•Realização: 12 a 15 de novembro de 2010
•Taxa: até 14 de outubro – R$ 168,00 (Cento e sessenta e oito reais)
até 28 de outubro - R$ 180,00 (Cento e oitenta reais)
União dos Escoteiros do Brasil
Banco do Brasil
Ag: 3184-4
c/c: 8888-9


•Requisitos de participação (POR - Capítulo 11 - Regra 131- ítem d):
•Ter realizado a Promessa Escoteira;
•Ter concluído o Nível Avançado como Escotista ou Dirigente Institucional;
•Estar em dia com seu registro na UEB, obrigações administrativas e financeiras;
•Estar participando direta ou indiretamente de processos formativos;
•Ser indicado por sua Região Escoteira.
A ficha de inscrição preenchida e a cópia do depósito bancário deverão ser encaminhadas à sede do Escritório Nacional da União dos Escoteiros do Brasil, situada na Rua Coronel Dulcídio, nº 2107, Bairro Água – Verde, Curitiba – PR, CEP: 80250-100, (atendimento de 2ª a 6ª feira, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h), ou pelo endereço eletrônico ueb.adultos@escoteiros.org.br aos cuidados da gerente de gestão de adultos, Megumi Tokudome.

Dúvidas e esclarecimentos sobre o local de realização do curso devem ser encaminhados para o Escritório Regional do no telefone: (51) 3330 - 9784 ou pelo endereço eletrônico com Alain - executivodegestao@escoteirosrs.org.br

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Publicações importantes para os Formadores

Olá pessoal, estamos crescendo, mas ainda falta muita gente seguir o nosso Espaço de Aprendizagem. Façam um trabalho de divulgação nas Equipes de GEstão de Adultos, vai enriquecer nosso debate, nossas pesquisas, nosso trabalho.

Segue, os links com o site dos Escoteiros do Brasil, onde podemos encontrar facilmente material que nos interessa:

http://www.escoteiros.org.br/downloads/documentos_oficiais.php

http://www.escoteiros.org.br/downloads/gestao_de_adultos.php

terça-feira, 29 de junho de 2010

CF 1 - Abordagem Didática (MG Paulo Henrique Maciel)

1 – Objetivo:

O Objetivo deste trabalho e apresentar como um Curso de Formação Pedagógica de Docentes pode colaborar com técnicas de abordagem didática, relações de ensino-aprendizagem entre o docente e o aluno,

Faremos uma abordagem dos principais ensinamentos deste Curso que algumas Universidades brasileiras proporcionam dentro do Sistema de Formação de Adultos da União dos Escoteiros do Brasil, referindo-se principalmente a aspectos e fatores que colaboram com a formação de pessoas adultas como mão-de-obra voluntária no Movimento Escoteiro.


2 – Atividade Realizada:

Curso de Formação Pedagógica de Docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET MG.

O referido Programa habilita o portador de diploma de Ensino Superior a ministrar aulas das disciplinas que integram as quatro séries finais do ensino fundamental, o ensino médio e a educação profissional em nível médio (Resolução 2/97 do CNE-artigo 1°). 

O curso tem a duração de 10 meses, com atividades práticas (estágio em docência) compatibilizadas com aulas teóricas presenciais.


3 – Temas e Aspectos Relevantes:


O curso que tive a oportunidade de realizar, referente a formação e qualificação docente para o ensino e educação profissional em nível médio, também foi importante para capacitar-me quanto a conteúdos que utilizamos no Formação de Adultos no Movimento Escoteiro.

A maturidade da fase adulta nos traz a independência. As experiências nos proporcionam aprendizados, os erros nos trazem vivências que marcam para toda a vida. Somos, então, capazes de criticar e analisar situações, fazer paralelos com as experiências já vividas, aceitar ou não as informações que nos chegam.
Mesmo diante de tantas transformações na vida do ser humano, os sistemas tradicionais de ensino continuam estruturados como se a mesma pedagogia utilizada para as crianças devesse ser aplicada aos adultos. O chamado “efeito esponja”, na qual a criança absorve todas as informações não é possível de ser observado na fase adulta. O adulto desenvolve uma habilidade mais intelectual, quer experimentar, vivenciar, bastante semelhante com o conceito do "Aprender Fazendo” dentro do método escoteiro.

Na realização deste curso, pude aprender o conceito de Andragogia, que é o “ensino para adultos”. Um caminho educacional que busca compreender o adulto desde todo componente humano.

Busca promover o aprendizado através da experiência, fazendo com que a vivência estimule e transforme o conteúdo, impulsionando a assimilação.

Não basta apenas, portanto, o envolvimento do ser humano na esfera do “pensar”, através de estímulos lógicos e racionais. É necessário o envolvimento na esfera do “sentir”, proporcionando estímulos interiores e emocionais. Desta forma, o sentir estimula o “querer”, transformando em vontade e ação.
O eixo andragógico constitui-se do participantes (aluno) e do facilitador (instrutor), sendo direcionados pelos princípios da horizontalidade e participação, colaboração.
Alcalá, Adolfo, em “A Prática Andragógica em Adultos de Idade Avançada”, define:
“A Andragogia é a ciência e a arte que, sendo parte a Antropologia e estando imersa na Educação Permananente, se desenvolve através de uma prática fundamentada nos princípios da Participação e da Horizontalidade, cujo processo, orientado com características sinérgicas pelo Facilitador do aprendizado, permite incrementar o pensamento, a autogestão, a qualidade de vida e a criatividade do participante adulto, com o propósito de proporcionar uma oportunidade para que se atinja a auto-realização”.

4 – Conclusões alcançadas e Possibilidades de Aplicação:

Com a realização deste curso de licenciatura e os conceitos e premissas da Andragogia abordadas por mim neste trabalho e adquiridas durante a realização deste curso por 10 (dez) meses durante o ano de 2009, identifiquei junto ao Sistema de Formação de Adultos de nossa instituição as seguintes características:

1)
Uma das missões e objetivos do formador está em estimular os participantes (cursantes) a um posicionamento ativo no aprendizado, provocar experiências, estimular a capacidade de auto-avaliação e de trabalho em equipe, evitando a passividade e o esmorecimento na ação da tarefa de escotista ou dirigente institucional.

2) A Andragogia já vem sendo empregada, de forma implícita, nos cursos de formação da UEB, pelo menos em grande parte, nosso quadro de formadores e de assessores pessoais de formação deve ser de grandes colaboradores, com acompanhamento contínuo, com participação e envolvimento junto ao escotista e dirigente.

Paulo Henrique Maciel Barbosa

sexta-feira, 18 de junho de 2010

CF 1 - Assessor Pessoal (MG Oliveiro Panzera)

REAVALIANDO O PAPEL DO ASSESSOR PESSOAL DE FORMAÇÃO


O presente estudo tem o intuito de colocar em questionamento a real preparação de nosso efetivo adulto, seja ele Escotista ou Dirigente Institucional, para bem desempenhar o importante papel que lhe é atribuído como Assessor Pessoal de Formação.

Transferindo a responsabilidade de acompanhamento, avaliação e solicitação de Nível para o adulto que esteja mais próximo daquele que está em preparação, foi sem dúvida, um importante passo dado pelo Escotismo, pois antes, toda a responsabilidade de formação estava nos Cursos, e, portanto, com os Diretores das Equipes de Formação.

A preparação do adulto vai muito além que simplesmente participar nos cursos ofertados pela Região ou Distrito. Sua atuação primordial é nas Unidades Escoteiras Locais, por isso mesmo, aí se encontra a melhor oportunidade de avaliação de seu progresso.

Os Diretores de Cursos, com raras exceções, não teriam como fazer essa verificação, haja vista a imensidade do território Nacional e a esparsa distribuição das diversas Unidades Locais.

A instituição do papel do Assessor Pessoal de Formação (APF) veio suprir essa lacuna há muito verificada. Contudo, nossa preocupação é se esse assessoramento está efetivamente nas mãos de pessoas capacitadas ou se apenas passam a cumprir u’a missão para a qual não estejam devidamente preparadas.

Lembro-me quando estava para aprender a dirigir e ouvia o seguinte conselho: “Não vá querer aprender com outro motorista já há mais tempo habilitado, vá para uma auto-escola, pois assim aprenderá o certo e sem os vícios do outro”. Pois bem, não estaríamos aqui incorrendo então nesse mesmo risco? Vá aprenda com os seus pares, veja e faça exatamente como ele anda fazendo, depois venha para o curso e terá que desaprender tudo quanto possa ter de vícios e reaprender da forma desejada. Então, volte para sua Unidade Escoteira Local e submeta-se à avaliação do mesmo adulto a que se reporta.

Podemos aqui ter duas situações: O cursante volta a fazer da mesma forma que seu APF, ou entra em conflito com o mesmo diante das incoerências entre o que ali é praticado e o curso feito.

Para reverter uma situação como esta, só podemos encontrar uma saída, que é justamente o contínuo aprimoramento de todos os adultos do Movimento Escoteiro. A oferta de cursos, módulos, oficinas e outras iniciativas de formação precisa ser seriamente incrementada, buscando-se, em contrapartida, o comprometimento dos adultos para se inscreverem nesses eventos.

Em grandes centros esse tipo de problema certamente não deve ser sentido, e por isso mesmo, possa até haver alguma resistência na aceitação do que aqui expomos. Contudo, no interior, onde a escassez de Diretores de Curso se faz sentir, podemos perceber esse triste e lamentável quadro de adultos bem intencionados, mas sem qualquer formação, à frente de Tropas ou como Dirigentes Institucionais. Muitas vezes passa longe o conhecimento dos fundamentos do escotismo a muitos adultos que se vêem na responsabilidade de prepararem seus pares. A exigência do Nível Básico de Formação na linha em que irá atuar como APF não pode ser negligenciada, mas todas as Unidades Escoteiras Locais possuem adultos suficientes com essa formação? Existe uma estatística atualizada, confiável e de fácil acesso para as equipes de Formação utilizarem e assim fazer um planejamento de ofertas de atividades de formação mais direcionadas e eficazes?

Somente com adultos bem formados poder-se-á oferecer um escotismo com base sólida e de qualidade. Em assim fazendo, podemos ver os frutos com o aumento de efetivo atendido.

Concluímos, assim, que o compromisso das equipes de Formação em ofertar, oportunidades de contínuo aprimoramento para os demais adultos é de primordial relevância para que os multiplicadores locais estejam cada vez mais bem preparados e possam efetivamente cumprir a missão que lhes foi outorgada como responsável por aquele que está em processo de aprendizagem.

SAPS!

Belo Horizonte, junho de 2010.

Oliveiro Ângelo Panzera - DCIM

quarta-feira, 16 de junho de 2010

CF1 - Teoria de Maslow (PR Patrícia)


Teoria de Maslow

2.Tipo de atividade realizada
Leitura de artigos e textos.

3.Principais temas e aspectos relevantes abordados no estudo preparatório:



a. O tema central do estudo é a Teria de Maslow.
Os pontos chave da proposta apresentada nos artigos e textos é que:
Graham Maslow foi um psicólogo de grande destaque por causa de seu estudo relacionado às necessidades humanas.
Maslow procurou compreender e explicar o que energiza, dirige e sustenta o comportamento humano. Para ele, o comportamento é motivado por necessidades a que ele deu o nome de necessidades fundamentais. Tais necessidades são baseadas em dois agrupamentos: deficiência e crescimento. As necessidades de deficiência são as fisiológicas, as de segurança, de afeto e as de estima, enquanto que as necessidades de crescimento são aquelas relacionadas ao auto-desenvolvimento e auto-realização dos seres humanos (HUITT,1998).

As necessidades fisiológicas que se encontram como base para a pirâmide, segundo Maslow, representam as necessidades relacionadas ao organismo como alimentação, sono, abrigo, água, excreção e outros.

As necessidades de segurança aparecem após o suprimento das necessidades fisiológicas. São representadas por necessidades de segurança e estabilidade, como proteção contra a violência, proteção para saúde, recursos financeiros e outros.

As necessidades sociais somente aparecerão após as necessidades de segurança serem supridas. São necessidades sociais: amizades, socialização, aceitação em novos grupos, intimidade sexual e outros.


As necessidades de status e estima ocorrem depois que as necessidades sociais são supridas, são necessidades de estatus e estima a autoconfiança, reconhecimento, conquista, respeito dos outros, confiança.

As necessidades de auto-realização que se encontram no topo da pirâmide hierárquica é a moralidade, criatividade, espontaneidade, autodesenvolvimento, prestígio.

O ser humano busca sempre melhorias para sua vida. Dessa forma, quando uma necessidade é suprida aparece outra em seu lugar, tais necessidades são representadas na pirâmide hierárquica. Quando as necessidades humanas não são supridas sobrevém sentimentos de frustração, agressividade, nervosismo, insônia, desinteresse, passividade, baixa auto-estima, pessimismo, resistência a novidades, insegurança e outros. Tais sentimentos negativos podem ser recompensados por outros tipos de realizações.
Diferentemente das necessidades anteriores, a necessidade de auto-realização não se extingue pela plena saciação. Quanto maior for a satisfação experimentada por uma pessoa, tanto maior e mais importante parecerá a necessidade (Hampton,1992).

A dinâmica principal que anima esta organização é a emergência, na pessoa saudável, de necessidades menos poderosas a partir da gratificação de necessidades mais poderosas. As necessidades fisiológicas, quando não satisfeitas, dominam o organismo, pressionando todas as capacidades para o seu serviço e organizando estas capacidades para que possam ser o mais eficientes neste serviço. A relativa gratificação submerge-as e permite que o nível seguinte mais elevado na hierarquia surja, domine e organize a personalidade, de forma a que o ser deixe de estar obsessivamente ligado à comida, para se tornar obsessivamente preocupado com a segurança. O princípio é o mesmo para os outros conjuntos de necessidades na hierarquia, isto é, amor, estima, e auto-atualização.” (Maslow, 1979, p. 59)

Maslow identifica o nível mais alto da hierarquia, com a maturidade. A maturação do indivíduo apresenta as seguintes características:
Maior eficiência na percepção da realidade e relações mais confortáveis com o mesmo.
Aceitação (eu, outros, natureza).
Espontaneidade, simplicidade, naturalidade.
Focalização em problemas.
A necessidade de privacidade.
Independência da cultura e do ambiente.
Novidade contínua nas apreciações.
Experiência mística.
Sentimento social.
Relações interpessoais.
Caráter de estrutura democrática. Distinção entre meios e fins, entre bem e mal.
Senso de humor não hostil. Criatividade.

Além da auto-realização, posteriormente, Maslow acrescentou à sua teoria, o desejo de todo ser humano de saber e conhecer e de ajudar os outros a realizar seu potencial.

Há assim, uma necessidade natural do ser humano de buscar o sentido das coisas de forma a organizar o mundo em que vive. São necessidades denominadas cognitivas e inclui os desejos de saber e de compreender, sistematizar, organizar, analisar e procurar relações e sentidos (Maslow, 1975:354). Tal necessidade viria antes da auto-realização, enquanto que a necessidade de ajudar os outros a se auto-desenvolver e a realizar seu potencial – a que ele deu o nome de transcendente – viria posteriormente à auto-realização. (Huitt, 1998)
Maslow, entretanto, conclui que sua teoria motivacional não é a única a explicar o comportamento humano, pois nem todo comportamento é determinado pelas necessidades. Afirma ainda que as necessidades fundamentais são em grande parte inconscientes. Para ele fatores sócio-culturais influenciam na forma ou objetos com que os homens buscam satisfazer suas necessidades, mas não modificam substancialmente a hierarquia motivacional proposta.







1.Objetivo do estudo: Aprendizagem de adultos

2.Tipo de atividade realizada: Leitura de artigos e textos.

3.Principais temas e aspectos relevantes abordados no estudo preparatório:

a. O tema central do estudo é Aprendizagem de adultos - Andragogia
Os pontos chave da proposta apresentada nos artigos e textos é que:

Podemos colocar o coceito de adulto da seguinte forma:

Adulto é aquele indivíduo que ocupa o status definido pela sociedade, por ser maduro o suficiente para a continuidade da espécie e auto-administração cognitiva, sendo capaz de responder pelos seus atos diante dela.
Uma vez estabelecido o que entendemos por ser adulto, podemos, a seguir, refletir nos princípios que devem nortear o relacionamento com a pessoa madura.

O letramento é o que as pessoas fazem com suas habilidades para leitura e escrita, no contexto social em que atuam, e como essas habilidades se relacionam com as necessidades, valores e práticas sociais. Podemos considerar que o letramento é uma forma de adaptação ao meio. (segundo Maslow, necessidade social)

Adultos são motivados a aprender à medida em suas necessidades e interesses serão satisfeitos. Por isto estes são os pontos mais apropriados para se iniciar a organização das atividades de aprendizagem do adulto (LINDEMAN in PINTO, 2008, p. 23).

Scribner (1984) reforça a importância do letramento funcional ou de sobrevivência, ao escrever:

A necessidade de habilidades de letramento em nossa vida diária é obvia; no emprego, passeando pela cidade, fazendo compras, todos encontramos situações que requerem o uso da leitura ou a produção de símbolos escritos. Não é necessário apresentar justificativas para insistir que as escolas são obrigadas a desenvolver nas crianças as habilidades de letramento que as tornarão aptas a responder a estas demandas sociais cotidianas. E os programas de educação básica têm também a obrigação de desenvolver nos adultos as habilidades que devem ter para manter seus empregos ou obter outros melhores, receber treinamentos e os benefícios a que têm direito, e assumir suas responsabilidades cívicas e políticas”.

Eduard C. Lindeman (USA) foi um dos maiores contribuidores para pesquisa da educação de adultos através do seu trabalho "The Meaning of Adult Education" publicado em 1926. Suas idéias eram fortemente influenciadas pela filosofia educacional de John Dewey:

"... a educação de adulto será através de situações e não de disciplinas. Nosso sistema acadêmico cresce em ordem inversa: disciplinas e professores constituem o centro educacional. Na educação convencional é exigido do estudante ajustar-se ao currículo estabelecido; na educação de adulto o currículo é construído em função da necessidade do estudante. Todo adulto se vê envolvido com situações específicas de trabalho, de lazer, de família, da comunidade, etc. - situações essas que exigem ajustamentos. O adulto começa nesse ponto. As matérias (disciplinas) só devem ser introduzidas quando necessárias. Textos e professores têm um papel secundário nesse tipo de educação; eles devem dar a máxima importância ao aprendiz." (Lindman, 1926, pp. 8-9).

"... a fonte de maior valor na educação de adulto é a experiência do aprendiz. Se educação é vida, vida é educação. Aprendizagem consiste na substituição da experiência e conhecimento da pessoa. A psicologia nos ensina que, ainda que aprendemos o que fazemos, a genuína educação manterá o fazer e o pensar juntos.... A experiência é o livro vivo do aprendiz adulto." (Ibid., pp. 9-10)

Lindeman identificou, pelo menos, cinco pressupostos-chave para a educação de adultos e que mais tarde transformaram-se em suporte de pesquisas. Hoje eles fazem parte dos fundamentos da moderna teoria de aprendizagem de adulto:

1. Adultos são motivados a aprender à medida em que experimentam que suas necessidades e interesses serão satisfeitos. Por isto estes são os pontos mais apropriados para se iniciar a organização das atividades de aprendizagem do adulto.

2. A orientação de aprendizagem do adulto está centrada na vida; por isto as unidades apropriadas para se organizar seu programa de aprendizagem são as situações de vida e não disciplinas.

3. A experiência é a mais rica fonte para o adulto aprender; por isto, o centro da metodologia da educação do adulto é a análise das experiências.

4. Adultos têm uma profunda necessidade de serem autodirigidos; por isto, o papel do professor é engajar-se no processo de mútua investigação com os alunos e não apenas transmitir-lhes seu conhecimento e depois avaliá-los.

5. As diferenças individuais entre pessoas cresce com a idade; por isto, a educação de adultos deve considerar as diferenças de estilo, tempo, lugar e ritmo de aprendizagem.

Abraham H. Maslow enfatizou o papel da segurança no processo de crescimento. "A pessoa sadia interage, espontaneamente, com o ambiente, através de pensamentos e interesses e se expressa independentemente do nível de conhecimento que possui. Isto acontece se ela não for mutilada pelo medo e na medida em que se sente segura o suficiente para a interação." (Maslow,1972, pp. 50-51)

Carl R. Rogers, talvez o psicoterapeuta mais específico na educação de adultos, enfatiza que em geral, terapia é um processo de aprendizagem. Ele desenvolveu dezenove proposições para a teoria da personalidade e comportamento, baseado nos estudos da terapia do adulto. Com isto ele fez um paralelo entre ensino centrado no estudante e terapia centrada no cliente. Para Rogers não podemos ensinar diretamente outra pessoa; podemos, apenas, facilitar sua aprendizagem. (Rogers, 1951, p.132) Uma pessoa aprende, significativamente, somente aquelas coisas que percebe estarem ligadas com a manutenção, ou ampliação da estrutura do seu eu (Ibid., pp.388-391).

3. As premissas Andragógicas
1. Necessidade de conhecer. Aprendizes adultos sabem, mais do que ninguém, da sua necessidade de conhecimento e para eles o como colocar em prática tal conhecimento no seu di-a-dia é fator determinante para o seu comprometimento com os eventos educacionais.

2. Autoconceito de aprendiz. O adulto, além de ter consciência de sua necessidade de conhecimento, é capaz de suprir essa carência de forma independente. Ele tem capacidade plena de se autodesenvolver.

3. O papel da experiência. A experiência do aprendiz adulto tem central importância como base de aprendizagem. É a partir dela que ele se dispõe, ou se nega a participar de algum programa de desenvolvimento. O conhecimento do professor, o livro didático, os recursos audiovisuais, etc., são fontes que, por si mesmas, não garantem influenciar o indivíduo adulto para a aprendizagem. Essas fontes, portanto, devem ser vistas como referenciais opcionais colocados à disposição para livre escolha do aprendiz.

4. Prontidão para aprender. O adulto está pronto para aprender o que decide aprender. Sua seleção de aprendizagem é natural e realista. Em contrapartida, ele se nega a aprender o que outros lhe impõe como sua necessidade de aprendizagem.

5. Orientação para aprendizagem. A aprendizagem para a pessoa adulta é algo que tem significado para o seu di-a-dia e não apenas retenção de conteúdos para futuras aplicações. Como conseqüência, o conteúdo não precisa, necessariamente, ser organizado pela lógica programática, mas sim pela bagagem de experiências acumuladas pelo aprendiz.

6. Motivação. A motivação do adulto para aprendizagem está na sua própria vontade de crescimento, o que alguns autores denominam de "motivação interna" e não em estímulos externos vindo de outras pessoas, como notas de professores, avaliação escolar, promoção hierárquica, opiniões de "superiores", pressão de comandos, etc.

4. Princípios Andragógicos


Elaboramos quatorze princípios, em apologia aos 14 pontos de Deming, para expressar a essência da Andragogia, ao mesmo tempo em que fornecemos um referencial objetivo para o relacionamento de cunho educacional na organização.

Princípio 1

O adulto é dotado de consciência crítica e consciência ingênua. Sua postura pró-ativa ou reativa tem direta relação com seu tipo de consciência predominante.

Princípio 2

Compartilhar experiências é fundamental para o adulto, tanto para reforçar suas crenças, como para influenciar as atitudes dos outros;

Princípio 3

A relação educacional de adulto é baseada na interação entre facilitador e aprendiz, onde ambos aprendem entre si, num clima de liberdade e pró-ação.

Princípio 4

A negociação com o adulto sobre seu interesse em participar de uma atividade de aprendizagem é chave para sua motivação;

Princípio 5

O centro das atividades educacionais de adulto é na aprendizagem e jamais no ensino;

Princípio 6

O adulto é o agente de sua aprendizagem e por isso é ele quem deve decidir sobre o que aprender;

Princípio 7

Aprender significa adquirir: Conhecimento - Habilidade - Atitude (CHA); O processo de aprendizagem implica na aquisição incondicional e total desses três elementos.

Princípio 8

O processo de aprendizagem do adulto se desenvolve na seguinte ordem: Sensibilização (motivação) - Pesquisa (estudo) - Discussão (esclarecimento) - Experimentação (prática) - Conclusão (convergência) - Compartilhamento (sedimentação);

Princípio 9

A experiência é o melhor elemento motivador do adulto. Portanto, o ambiente de aprendizagem com pessoas adultas é permeado de liberdade e incentivo para cada indivíduo falar de sua história, idéias, opinião, compreensão e conclusões;

Princípio 10

O diálogo é a essência do relacionamento educacional entre adultos, por isso a comunicação só se efetiva através dele;

Princípio 11

A praxis educacional do adulto é baseada na reflexão e ação, conseqüentemente os assuntos devem ser discutidos e vivenciados, para que não se caia no erro de se tornar verbalistas - que sabem refletir mas não são capazes de colocar em prática; ou ativistas - que se apressam a executar, sem antes refletir nos prós e contras.;

Princípio 12

Quem tem capacidade de ensinar o adulto é apenas Deus que conhece o íntimo da pessoa e suas reais necessidades. Portanto se você não é Deus, não se atreva a desempenhar esse papel!

Princípio 13

O professor tradicional prejudica o desenvolvimento do adulto, pois coloca-o num plano inferior de dependência, reforçando, com isso, seu indesejável comportamento reativo próprio da fase infantil;

Princípio 14

O professor que exerce a "Educação Bancária" - depositador de conhecimentos - cria a perniciosa relação de "Opressor & Oprimido", que pode influenciar, negativamente, o modelo cognitivo do indivíduo pela vida inteira.

(Educação a distância - o tutor)

Ao tratar da formação de adultos Lindeman in PINTO (2008), considera que há cinco fatores básicos para uma educação significativa que são: motivação do adulto, orientação da aprendizagem centrada na vida, a experiência como fonte de aprendizado, adultos necessitam se autodirigir, a educação de adultos deve considerar as diferenças entre pessoas que ao nosso ver se aplica a modalidade EAD.
A motivação do tutor mesmo quando ausente fisicamente deve estar presente por meios de recursos tecnológicos, através de e-mails telefones, pois o cursista é um cursista solitário.

Considerações Finais
Refletir sobre o papel do tutor e a sua função de motivador remete a compreender com maior propriedade que não basta ser qualificado para exercer uma tutoria, pois que, envolve dispender mais tempo para realizar as diferentes atividades. É mais que assumir o trabalho de mediação, envolve maior responsabilidade e compromisso com a formação das pessoas.
É necessário também estar disponível e estar atualizado no aspecto dos conteúdos curriculares em particular conhecer os princípios das diferentes modalidades de ensino em especial, a EAD para que se possa desenvolver um trabalho mais elaborado.
A motivação é inerente a cada ser humano, e que quando estimulado, ele pode ativar esta motivação, e neste contexto se destaca a função do tutor.
O tutor tem papel importantíssimo no processo de aprendizagem, na crescente ampliação de cursos na modalidade EAD, diante dos recursos tecnológicos disponíveis.
Embora não tenha abordado o ensino a partir da Educação a Distância Paulo Freire (2006) pressupõe que é necessário estimular a curiosidade epistemológica do educando sem deixar de reconhecer o valor das emoções, da sensibilidade, da afetividade.
Assim, a figura do tutor, vem restabelecer emoções, sentimentos, compreensão, respeito, em cada carteira escolar há um ser humano que espera ser ouvido e atendido no momento de dúvida e desmotivação.
Acreditamos que ao aplicarmos os princípios da motivação em muito estaremos contribuindo para com a aprendizagem do cursista.

Patrícia Maria Flores Ferman
 




terça-feira, 15 de junho de 2010

CF1 - Janela de JOHARI (DF - Ricardo Cunha)

Janela de JOHARI

Estudo Preparatório 1 – CF1



Objetivo do estudo

Trazer novas ferramentas que permitam uma melhor comunicação entre as pessoas   e nos relacionamentos com um grupo

Tipo de atividade realizada

FRITZEN, Silvino José - JANELA DE JOHARI, Exercícios vivenciais de dinâmica de grupo, relações humanas e de sensibilidade. Petrópolis: Editora Vozes, 21ª edição, 2006.

Principais temas e aspectos relevantes

O tema central do livro JANELA DE JOHARI é familiarizar facilitadores de grupos em geral com vivências que facilitam a comunicação interpessoal, explorando particularmente “dar e receber feedback”

Criar impactos nos participantes do grupo, conscientizando-os e sensibilizando-os para comportamentos e atitudes que dificultam o relacionamento interpessoal.

Principais conclusões alcançadas

A palavra Johari origina-se da composição dos prenomes de seus criadores: Jo(seph) e Hari(Harrington).

O modelo se baseia em uma "janela" que é um diagrama formado por um grande quadrado dividido em quatro partes iguais. A cada uma destas partes corresponde uma característica:

arena constitui o comportamento em muitas atividades, conhecido pelas pessoas e por qualquer um que as observe. Este comportamento varia grandemente conforme a estimativa do que é correto em um ambiente específico e com diferentes grupos de pessoas. É considerada como a parte do relacionamento que controla a produtividade interpessoal. Em outras palavras, pressupõe-se que a eficácia interpessoal e a produtividade estão diretamente relacionadas com a qualidade da troca mútua de informações num dado relacionamento.
mancha cega representa as características de comportamento que são facilmente percebidas pelos outros, mas das quais, geralmente, não estão cientes para quem foi observado. Por exemplo, alguma manifestação nervosa, o comportamento sob tensão, as relações agressivas em relação aos subordinados, o desprezo por aqueles que discordam das opiniões etc. Há evidências de que é nessa área que, freqüentemente, as pessoas são mais críticas com o comportamento dos outros sem perceber que estão se comportando de forma efêmera. Esta região pode ser considerada como um ponto inibidor da eficácia interpessoal.
fachada representa as coisas sobre cada pessoa no seu íntimo e que fica escondido dos outros. Estas coisas podem oscilar desde assuntos inconseqüentes até os de grande importância. Também esta área pode ser considerada um fator de inibição da eficácia interpessoal. Numa situação fechada, ou relativamente autoritária, é provável que haja muito mais deste aspecto do que numa situação aberta. É na fachada e na mancha cega que algumas modificações podem ser adquiridas entre indivíduos trabalhando juntos, experimentalmente, com espírito de cooperação e compreensão.
desconhecido constitui a parte do relacionamento que contém um tipo de informação desconhecida tanto pelo próprio como pelos outros, englobando dados psicodinâmicos, potenciais ocultos, idiossincrasias adquiridas e a criatividade de seu ponto de origem. Esta área pode se tornar conhecida se a eficácia interpessoal aumentar.

As diversas áreas não são estáticas e podem variar de dimensão. O inter-relacionamento grupal pode aumentar a região do "eu aberto" (arena). Esse alargamento ocorre com a redução da fachada: aumenta a confiança grupal e o indivíduo se comporta de maneira menos defensiva e disposto a correr riscos. Esse processo é chamado pelos criadores da Janela de Johari, de exposição. Ele implica numa abertura de sentimentos e de conhecimentos pertinentes, com diminuição progressiva do "eu oculto" (mancha cega).

Igualmente, o "eu cego", dentro de um processo dinâmico, pode diminuir cada vez mais com a boa vontade estabelecida de lado a lado.

Do lado do indivíduo, a superação das barreiras defensivas facilita-lhe realizar o feedback aceitando as informações e avaliações grupais e vendo como é visto pelos outros.

Do lado do grupo, a maior cooperação e o clima de confiança possibilitam a maior transmissão de dados. Numa palavra, a superação do "eu cego" (desconhecido) só é possível com a queda das defesas rígidas e com o estabelecimento da confiança grupal.

A partir do conhecimento de si é possível crescer como pessoa evitando comportamentos disfuncionais e paulatinamente adquirindo comportamentos funcionais.

COMPORTAMENTOS DISFUNCIONAIS - “que geram papeis complementares"

AGRESSIVIDADE (COMPORTAMENTOS TÍPICOS: AUTORITARISMO E PATERNALISMO)





  • Valoriza-se às custas do outro;




  • Provoca sentimento de humilhação;




  • Escolhe pelos outros;




  • Expressa-se com agressividade;




  • É sarcástico;




  • É invasor do "espaço" alheio;




  • É prepotente e manipulador;




  • Fala do que está sentindo sem se preocupar com que os outros possam estar sentindo;




  • Desconsiderar os direitos dos outros;




  • Assume postura ganha-perde.


PERMISSIVIDADE (COMPORTAMENTO TÍPICO: PASSIVIDADE)





  • Desvaloriza-se diante do outro;




  • Subjulga-se;




  • Permite que os outros escolham por ele;




  • Tem dificuldade para se expressar;




  • Não sabe dizer não;




  • Aceita ser invadido em seu "espaço";




  • Pensa na resposta geralmente depois que a oportunidade passou;




  • Fica ressentido consigo mesmo;




  • Sente como se tivesse "engolido sapos";




  • Nega seus sentimentos e seus direitos em favor dos outros o Assume postura perde-ganha.

"Papel Complementar" é a adaptação à disfunção do papel desempenhado por outros perpetuando a convivência desgastante e improdutiva.”

COMPORTAMENTOS FUNCIONAIS - "que geram convivência saudável e produtiva"

ASSERTIVIDADE (COMPORTAMENTO TÍPICO DO CIDADÃO DO TERCEIRO MILÊNIO)





  • Tem consciência da sua atuação e é firme;




  • Não se sente vítima da sua realidade;




  • Coloca claramente suas idéias;




  • Sabe ouvir;




  • Assume a sua parte de responsabilidade sobre o que acontece ao seu redor;




  • Fala por si mesmo;




  • Possui disposição para encarar os problemas;




  • Coleciona exemplos de "ganha-ganha" nos seus relacionamentos;




  • Fala dos seus sentimentos de forma clara e sincera, sem ressentimentos;




  • Age para obter o que quer sem negar os interesses e direitos do outro.

Comportamento Assertivo - Robert E. Albeert e Michael L. Emmons - Ed. Interlivros
Conclusões:
Para que a comunicação seja eficaz é preciso uma mudança de comportamento. E para que a mudança ocorra, quatro condições se fazem necessárias:


• A pessoa precisa querer mudar.


• A pessoa precisa saber o que e o como mudar.


• A pessoa precisa viver e trabalhar num ambiente com o clima favorável.


• A pessoa precisa ser reconhecida pela mudança.




Possibilidades de aplicação dos conhecimentos adquiridos e conclusões alcançadas no escotismo.

No escotismo, tal ferramenta é bastante valiosa, podemos trabalhar liderança, comunicação, crescimento pessoal, cooperação, formação de equipes, etc.
De modo especial, a aplicação de testes relativos a janela de johari, bem como a análise e as mudanças pessoais, levarão a perceber:
• qual a imagem que fazemos de nós mesmos;
• qual imagem passamos aos outros.





Diretoria de Métodos Educativos
Equipe Nacional de Gestão de Adultos
Curso de Formadores Nível 1 – CF 1
Cursante: Ricardo Cunha Teixeira/RE 262.140-1

Anexo I



PESQUISA DE RELACIONAMENTO NO AMBIENTE DE TRABALHO

JANELA JOHARI

INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO

Para cada item desse questionário você deve escolher uma alternativa que descreva melhor como você agiria diante da situação descrita.
Tente responder como você normalmente agiria e não como você pensa que deveria agir. Pode acontecer, que, em alguns itens, as duas alternativas correspondam ao seu modo de agir. Nestes casos, decida qual das duas opções é a mais próxima da sua realidade.

IMPORTANTE: VOCÊ DEVE RESPONDER A TODOS OS ITENS.

Para cada item você deverá distribuir 5 (cinco) pontos entre as alternativas A e B. 0 importante é que a soma dos pontos entre as alternativas A e 13 totalizem, exatamente, 5 Pontos.
A atribuição desses pontos deve ser feita de acordo com a seguinte tabela: 0 - não correponde de modo algum
1 - tem alguma semelhança
2 - ligeiramente mais próximo ao meu modo de agir 3 - próximo ao meu modo de agir
4 - bem próximo ao meu modo de agir
5 - descreve exatamente o meu modo de agir
Exemplo: Se A corresponde bem próximo do seu modo de agir e 13 tem alguma semelhança, a pontuação a ser dada será:












A
B


1









Total = 5

Como regra geral, tente relacionar cada situação descrita no questionário com sua própria experiência pessoal. Tome tanto tempo quanto seja necessário de modo a obter respostas verdadeiras. Em ritmo normal você não deve gastar mais que meia hora Note, também, que não existem respostas certas ou erradas. A tentativa de imaginar uma resposta CORRETA ou IDEAL virá somente distorcer o significado de suas respostas e tornar o teste totalmente sem valor para você.

QUESTIONÁRIO:

Você já deve ter percebido que o ambiente de trabalho e os resultados obtidos, estão diretamente ligados a maneira como você se relaciona com seus subordinados, com seus colegas e seus superiores. A seguir, são apresentadas várias situações que podem ocorrer no ambiente de trabalho. Como você agiria se estivesse envolvido nelas?

(01)
Se um colega tem um conflito de ordem pessoal com um outro funcionário, que trabalha em outro departamento mas cuja cooperação é indispensável ao nosso departamento, eu:



  1. Diria ao meu colega que acho que ele é parcialmente responsável por este tipo de conflito com o outro funcionário e tentaria lhe mostrar como esta pessoa está sendo afetada por ele.



  2. Não me envolveria na questão, com o receio de vir a me indispor com ambos, caso tentasse qualquer interferência

(02)
Se eu descubro que um colega de trabalho com quem tive uma discussão acalorada num passado recente, passa a falar mal de mim a todos os outros e a demonstrar sempre má vontade comigo, eu:



  1. Não chamaria atenção sobre seu comportamento com receio de piorar as coisas e deixaria que o TEMPO cuidasse de tudo.



  2. Comentaria com ele sobre o seu comportamento e perguntaria de que maneira ele acha que nossa briga no passado está afetando nosso relacionamento no presente.

(03)
Se um subordinado meu começasse a me evitar e a me tratar de um modo obediente porém reservado, eu:



  1. Chamaria a atenção sobre o seu comportamento e perguntaria sobre o que se passa em sua mente.



  2. Seguiria o seu exemplo e manteria nossos contatos em bases puramente formais ou funcionais pois parece ser isto que ele está querendo.

(04)
Se, numa discussão com colegas, a conversa começasse a se dirigir a um assunto acerca do qual se supõe que eu conheça, devido às minhas qualificações profissionais mas que, na realidade, ignoro totalmente, eu:



  1. Tentaria desviar o assunto para outra direção antes que eu fosse chamado a emitir minha opinião.



  2. Confessaria minha ignorância, qualquer que fosse a reação de meus colegas, e encorajaria a continuidade da discussão sobre o mesmo assunto.

(05)
Se um de meus colegas tentasse me dizer que acha que estou fazendo coisas que estão prejudicando o meu relacionamento com os demais colegas de trabalho, eu:



  1. Encorajaria-o a descrever com detalhes meu comportamento e a sugerir maneiras pelas quais eu poderia mudar.



  2. Tentaria lhe explicar, tão claramente quanto possível, porque me comporto da maneira que ele descreve.

(06)
Se meu superior imediato desejasse alcançar uma posição mais alta, para a qual eu penso que ele não possui as qualidades necessárias, e ele tivesse sido convidado pelo Gerente para ocupar tal posição, eu:



  1. Não mencionaria minha preocupação nem a meu superior imediato, nem ao Gerente e deixaria a eles a tarefa de decidir sobre o que é melhor para a Empresa.



  2. Comunicaria minha preocupação ao meu superior e ao Gerente, e então deixaria a eles qualquer decisão decorrente de minha informação.

(07)
Se eu sentisse que meu superior imediato está me tratando injustamente, eu:



  1. Perguntaria a ele se existe algum problema que envolva a minha pessoa, que eu desconheça, e reclamaria estar sendo injustamente tratado.



  2. Não perguntaria nada, mas ficaria suportando as injustiças na expectativa de que ele abordasse o assunto.

(08)
Se eu tivesse envolvido e preocupado com assuntos particulares e meu superior imediato me dissesse que eu ando ultimamente muito irritado, constantemente discutindo com todos e brigando pelas mínimas coisas, eu:



  1. Diria a ele que estava com alguns problemas pessoais e que por isso andava muito nervoso e me irritando com frequência.



  2. Ouviria suas reclamações mas não tentaria explicar o porquê do meu comportamento.

(09)
Se eu tivesse ouvido boatos e rumores sérios acerca de um colega, algo que poderia lhe prejudicar e se ele me perguntasse se eu sabia de algo sobre o assunto, eu:



  1. Diria que ignoro totalmente o assunto e sugeriria que esquecesse a questão, pois ninguém iria acreditar em semelhante boato.



  2. Diria a ele tudo o que ouvi, quando ouvi e de quem ouvi.

(10)
Se um de meus subordinados me dissesse haver percebido que eu tenho um conflito de ordem pessoal com um outro funcionário de meu nível, que trabalha em outro departamento, mas cuja cooperação é indispensável ao nosso departamento, eu:



  1. Consideraria seu comentário totalmente inadequado e desencorajaria sua repetição no futuro.



  2. Discutiria o assunto abertamente com ele e procuraria verificar de que modo este problema está afetando o rendimento do trabalho no nosso departamento.

(11)
Se o meu relacionamento com um superior imediato estivesse sendo prejudicado por discussões cortantes a respeito de um mesmo assunto, de alta importância para nós dois, eu:



  1. Tomaria-me mais cauteloso em minhas conversas com ele, para evitar que tal assunto fosse novamente abordado e prejudicasse ainda mais o nosso relacionamento.



  2. Diria a ele que nosso relacionamento está sendo afetado pela controvérsia sobre o referido assunto e sugeriria discutí-lo até que o problema fosse resolvido.

(12)
Se em uma reunião, com a participação de meu superior imediato e chefes de outros departamentos, fosse sugerido por um desses chefes de outros departamentos que o meu desempenho, no meu departamento, fosse discutido, eu:



  1. Reagiria a tal sugestão, argumentado que meu próprio supervisor tem melhores condições de, sozinho, julgar meu desempenho.



  2. Receberia de bom grado a oportunidade de aprender como ele avaliaria meu trabalho e encorajaria o comentário de todos os demais.

(13)
Se um de meus colegas começasse a comentar comigo a sua hostilidade com relação a um outro colega nosso o qual, na opinião de meu colega, tem se portado injustamente com outros funcionários da Área (com o que eu concordo inteiramente), eu:



  1. Ouviria-o mas não expressaria meu próprio ponto de vista, com receio de que ele não mantivesse confidências sobre minha opinião, e por isso, viesse a me colocar em situação embaraçosa



  2. O ouviria-o e expressaria também meu ponto de vista para que ele soubesse minha opinião quanto ao caso em pauta.

(14)
Se eu tivesse fortes razões para suspeitar que um boato muito sério a meu respeito estava circulando entre meus subordinados e que um deles, em particular, seguramente conhece o assunto, eu:
Evitaria levantar a questão com o próprio e o deixaria tomar qualquer iniciativa de abordar o assunto.



  1. Arriscaria colocá-lo na parede e lhe perguntaria diretamente sobre o que ele sabe a respeito do assunto.

(15)
Se eu percebesse que um de meus subordinados, por motivos pessoais, não estava se relacionando de maneira eficiente, com seus colegas, eu:



  1. Manteria minhas opiniões em sigilo para não interferir em coisas que não são da minha alçada.



  2. Arriscaria ser visto como um intrometido e lhe falaria sobre minhas observações e pensamentos a respeito.

(16)
Se eu estivesse conversando com dois de meus subordinados e um deles, inadvertidamente, mencionasse um plano de alguns empregados, que eu desconhecesse, e que viria a afetar meu departamento, eu:



  1. Pressionaria-os para obter mais informações sobre este plano e a opinião pessoal deles a respeito.



  2. Deixaria a eles a decisão de continuar falando ou não acerca deste plano.

(17)
Se meu superior imediato parecesse estar sempre preocupado, irritado comigo pelas mínimas coisas, eu:



  1. Trataria-o com luvas de pelica a partir deste momento, por assumir que ele deveria estar com algum problema pessoal que não é de minha conta.



  2. Falaria com ele sobre o assunto e o deixaria saber como o seu comportamento está afetando nosso relacionamento.

(18)
Se eu começasse a ter má vontade com meu superior imediato e sentisse que isto estava interferindo em meu trabalho com ele de um modo efetivo, eu:



  1. Não lhe diria nada diretamente, mas o deixaria saber sobre meus sentimentos de outras maneiras, como: trataria-o mais friamente, só discutiria assuntos de trabalho, etc.



  2. Expressaria a ele, diretamente, meus sentimentos e tentaria resolver nossos problemas de relacionamento para que voltássemos a obter um resultado positivo no trabalho.

(19)
Se eu estivesse discutindo com um dos meus colegas mais sensíveis, sobre o seu desempenho, eu:



  1. Evitaria abordar os seus erros com receio de afetar a sua sensibilidade.



  2. Focalizaria basicamente os seus erros de modo a ajudá-lo a melhorar seu desempenho.

(20)
Se eu soubesse que meu nome estava sendo considerado para uma promoção e meu relacionamento com os atuais colegas estivesse deixando muito a desejar, eu:



  1. Discutiria com eles sobre meus defeitos como pessoa, de modo a poder me modificar.



  2. Analisaria meus defeitos por mim mesmo de modo a poder me modificar.









Diretoria de Métodos Educativos
Equipe Nacional de Gestão de Adultos
Curso de Formadores Nível 1 – CF 1
Cursante: Ricardo Cunha Teixeira/RE 262.140-1

Anexo II


JANELA DE JOHARI

AVALIAÇÃO DAS RESPOSTAS

Anote no quadro 1 o número de pontos relativos a cada questão na coluna indicada. Some os pontos e registar no campo indicado. Faça o mesmo no quadro 2.

QUADRO 1







Questões
Coluna
Pontos
02
B

03
A

05
A

07
A

08
B

10
B

12
B

14
B

16
A

20
A

Total de Pontos



QUADRO 2







Questões
Coluna
Pontos
01
A

04
B

06
B

09
B

11
B

13
B

15
B

17
B

18
B

19
B

Total de Pontos



Este é o Escore Bruto relativo a medida de Feedback.
Este é o Escore Bruto relativo a medida de Exposição.


Localize na Tabela abaixo o número percentual correspondente ao total de pontos da medida de Feedback e Exposição.

Percentual
Feedback
Exposição
99
47
47
90
41
40
80
38
36
70
36
34
60
34
31
50
32
29
40
30
28
30
28
26
20
26
23
10
23
19
01
16
13

Registre seus Escores Percentuais para Feedback e Exposição:

FEEDBACK

EXPOSIÇÃO




FEEDBACK

EXPOSIÇÃO

0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100

10












20












30












40












50












60












70












80












90












100





























Dirigente: Ricardo Cunha Teixeira